Alô meus amigos internautas, estou estreando o meu Blog, onde pretendo expor as minhas ideias, as novidades da minha Curitibanos, e um pouco de tudo, já que o cidadão não necessita saber tudo, mas sim, um pouco de tudo!!!
Como é minha nação:
A minha nação está situada num país que possui um território de oito e meio milhões de quilômetros quadrados. Em terras contínuas é o quarto país do mundo.
A minha nação tem cento e setenta milhões de habitantes, com cinqüenta por cento de brancos, trinta e oito por cento de mulatos, seis por cento de negros, e o restante de amarelos e indígenas.
A minha nação possui dois dos maiores impérios minerais do mundo, que são: a Serra de Carajás e Quadrilátero Ferrífero.
A minha nação tem o melhor clima do mundo, pois mais de noventa por cento de suas terras encontram-se no clima tropical.
A minha nação tem o segundo maior rebanho bovino do mundo, e uma das áreas mais extensas de plantações de cereais.
A minha nação, contudo, tem mais de trinta milhões de menores sem assistência nem do Estado, nem de instituição alguma. Estão completamente abandonados.
A minha nação tem cerca de setenta milhões de cidadãos, que não moram direito, não comem o suficiente, não vestem o adequado, não tem tratamento decente de saúde, e não recebem o suficiente para alugar, estudar, comer, e vestir, mais do que duas pessoas.
A minha nação é uma das maiores devedoras do planeta Terra.
A minha nação é uma das que mais jogam no mundo (loterias, bicho, bingo, e etc.) em busca de sorte, já que aqui não se acredita que o trabalho enriqueça.
A minha nação precisa urgentemente ser repensada, re-imaginada, reinventada, redescoberta, redimensionada, reformulada e profundamente amada pelos que ainda são capazes de pensar no futuro do seu povo, mais do que no presente do seu bolso.
A minha nação aí então, sobreviverá ao egoísmo que se esconde atrás de nossos partidos políticos, nossas religiões, de nossas piadas, de nosso samba, da nossa cachacinha com limão, do nosso futebol, e da nossa simpatia.
Foi concebida, por acidente (a camisinha rompeu-se).
Antes de nascer fumou tabaco, maconha e cheirou cocaína e seus pais já sabiam seu sexo.
Nasceu de cesariana com hora marcada.
Foi educada pela televisão.
Não teve pai porque sua mãe quis “curti-la” sozinha.
Foi muito bem cuidada: qualquer tosse, provocada pela falta de afeto, era imediatamente tratada com doses fortíssimas de antibióticos.
Foi lhe incutida a idéia de que viver é ser livre.
Que a liberdade é uma calça velha azul e desbotada, transar antes do casamento, se drogar e não ter que obedecer aos pais, professores e autoridades.
Ainda não aprendeu ler e escrever e já vai entrar na faculdade: está em duvida entre medicina, comunicações e engenharia ou então quem sabe montar uma butique.
Às vezes fica em duvida se é mulhomem ou homulher.
Foi politizado pela Globo.
Freqüenta varias seitas religiosas, com as quais contribui semanal e mensalmente.
É devorador consumas de remédios químicos.
Consome diariamente altas doses de sal e açúcar refinado.
Prefere assistir tv a ler ou conversar com os amigos.
Compra tudo que a tv anuncia, independente do preço.
Acha que a música brasileira é uma droga.
Que pobre é pobre porque é preguiçoso.
Tem certeza que para estar na moda tem que se drogar, fumar e consumir bebidas alcoólicas.
Vê como seu pior inimigo, aquele professor que quer lhe despertar a vontade de aprender, e curte o maior barato com aquele que dá cinco minutos de aula e o restante preenche com palhaçadas.
E sobre tudo acredita que vai ser muito difícil a igualdade entre eles e elas porque, à medida que elas vão ficando iguais a eles, eles vão ficando iguais a elas quando elas não eram iguais a eles.
Que o bom Deus permita que muito breve as crianças ao perguntarem aos seus pais, aos professores, a quem quer que seja, sobre o significado das palavras que lerão em algum livro velho e não entenderão, como:
As do Terceiro Mundo perguntarão:
- O que é fome?
As de raça negra perguntarão:
- O que é racismo?
As dos países que tem petroleo perguntarão:
- O que é guerra?
As do Brasil perguntarão:
- O que quer dizer, fome, violência, desemprego, analfabetismo, sem--terra, sem-teto, epidemia, filas, corrupção, tráfico, miséria, favela, escola paga, juros altos, impostos sobre impostos?
As de Santa Catarina perguntarão:
- O que são, desabrigados, oligarquia, rodovia da morte, cabide de empregos?
As de Curitibanos perguntarão:
- O que quer dizer, desempregado, aluguel, fila do SUS, viciado, politiqueiro, esgoto a céu aberto, salário de vereador e vice-prefeito, nepotismo, coronelismo, traficante, violência, compra de votos.
Recebam a seguinte resposta:
São palavras que não se empregam mais...
Estas e outras, como:
Trabalho escravo, opressão, ódio, injustiça, ditadura, mortalidade infantil, prostituição, cinturão de pobreza, vingança e muito mais.
São palavras que não significam mais nada! Por isso, até foram retiradas dos dicionários. O que que achou?
Que atualizando a passagem bíblica do Rei Salomão e as duas mulheres, para o século XXI, fica assim:
Duas mulheres foram levadas à presença do sábio dos sábios, Salomão, o rei de Israel. Que pergunta: Qual é a transação? Uma das mulheres responde, é esta criança meu rei! Moramos ambas, no mesmo apartamento. Tivemos um filho cada uma, no mesmo dia. Mas uma das crianças faleceu. Agora esta mulher está insinuando que a criança que ficou viva é a minha. E isso é MENTIRA meu senhor! A criança viva é a dela. A outra mulher protesta, MENTIRA, sei que Vossa Majestade, apesar de ter 300 esposas, não é nenhum porco chauvinista; então poderá entender-me: “é MENTIRA! Graças a Deus o filho morto era MEU. O que está vivo é o DELA”.
Depois de uma grande discussão entre as duas mulheres, que tentavam persuadir o grande sábio de que a criança viva não era a sua, o grande rei chamou seus guardas e perguntou: com qual dessas mulheres se parece essa criança? Depois de muito olharem os guardas foram unânimes na resposta: com nenhuma Vossa Majestade.
Salomão o grande sábio e pai da sabedoria, coçou a cabeça, chamou o guarda e ordenou: peça ao médico real que de a cada uma delas uma pílula anticoncepcional de efeito retardado, no que foi prontamente atendido. As mulheres logo depois de tomarem as pílulas, desapareceram, transformaram-se em duas pequenas poças de um líquido gelatinoso e vermelho.
O grande rei novamente chama seus guardas e ordena: Limpem esse chão e imediatamente chamem o tabelião real para registrar essa criança em meu nome, antes que se transforme em politiqueiro ou marginal.
Se você é “avançado” demais e não entendeu NADA, faça o seguinte:
DISFARCE,
SAIA CORRENDO,
LEIA NA BÍBLIA ESSA PASSAGEM,
OU DIGA QUE NÃO TEM NADA HAVER.
O QUE , QUE ACHOU?
Quando fiz o curso de Ciências da Religião pela Universidade do Sul de Santa Catariana, Unisul, aprendi uma forma para explicar religião, é o "Dicrocoelium dendriticum", um parasita de formigas que faz com que subam até ao alto de uma erva, para que sejam comidas por uma ovelha. Isto porque o parasita precisa de passar pelo estômago de um ovino para iniciar a fase seguinte do seu ciclo de vida. E há o "Toxoplasma gondii", que faz com que os ratinhos gostem do cheiro da urina de gatos, para facilitar serem comidos. Estas manipulações do hospedeiro pelos parasitas são fenômenos muito poderosos. De igual modo, devemos encarar seriamente a possibilidade de que algumas idéias religiosas possam manipular os seus hospedeiros, para proselitizar, para penetrar noutros grupos. É óbvio que a religião pode assumir formas tóxicas. Mas há outras formas que podem ser extremamente valiosas, e queremos distingui-las. Não quero fazer julgamentos à partida. Acho que às vezes a religião é muito má, outras vezes fantástica. Muitas vidas ficariam empobrecidas sem a religião. Posso substituir a religião com algo de valor semelhante? Não. Sei de algo que compensasse as pessoas da sua perda? Não. Estão a ser exploradas? Não.
Quando vou aos templos religiosos e vejo como as pessoas dão todo o dinheiro que têm. A maioria destas pessoas gente pobre, que abrem suas carteiras para a sacola das esmolas, e dão tudo o que possuem. Isto é criminoso, pensava eu. Mas depois também comecei a interrogar-me: 'Onde é que estas pessoas iriam gastar esse dinheiro? O que poderiam comprar que lhes trouxesse mais felicidade, mais sentido à vida?' Cigarro, álcool, tóxicos, prazer sexual, bailões, boates. Não tenho muita certeza da resposta. É uma atitude paternalista, com a qual não me sinto confortável, por isso não a transformo numa afirmação. Mas é uma hipótese que me perturba.
As carpideiras, mulheres que eram contratadas pelos familiares dos mortos para chorarem durante os velórios, também entoavam cânticos e rezavam ladainhas que não terminavam nunca. Uma das preferidas era a dos “ais”. Era terrível ouvir esses “ais” que ecoavam nos quatro cantos da cidade.
Antigamente os “ais” eram dirigidos a pessoa morta, como uma maneira de redimir os pecados cometidos durante a sua existência. Sê por exemplo o morto tivesse matado alguém, roubado, ficasse devendo uma promessa, os “ais” eram assim:
- Ai assassino se arrependa do crime que cometeu!
- Ai ladrão que o que roubou não te pese para subir ao céu
- Ai devedor que o santo te perdoe à promessa que não pagou.
Esse era o costume.
Mas hoje poderíamos muito bem dirigir “ais” também aos vivos. Talvez com uma certa pitada de escárnio.
E assim, os “ais” poderiam ser dedicados à gente viva, mas que as consideraríamos como mortas!
Exemplo: politiqueiros (quem compra e quem vende o voto), corruptos, exploradores do povo, opressores, com certeza muito vivos, falantes e bem nutridos, mas cadáveres aos olhos das pessoas inteligentes.
- Ai homens exploradores do povo.
- Ai ladrões de terras.
- Ai governantes ladrões do dinheiro público
- Ai compradores de votos
- Ai governantes que governam para si e a família.
- Ai professores que não despertam no aluno à vontade de aprender e ainda o alienam.
- Ai vendedores de ilusões ao povo
Na verdade precisamos ver como defuntos estas pessoas que se apropriam com fraudes do pão do povo.
Não é uma boa trata-los desse jeito? Como se os donos do poder fossem apenas cadáveres? Porque na verdade o que fazem é bufar soberba e arrotar projetos, como cadáveres em decomposição.
Vamos na verdade enterra-los pois esses tais, já eram. Ai, ai, ai pra eles.
No passado prestavam-se homenagens à pessoas influentes da sociedade(exploradores do povo) canonizando-as, tornando-as santos e santas. Pagando-se por isso, altas somas ao Vaticano. Hoje as homenagens são feitas dando seus nomes às praças, ruas, avenidas, pontes, estradas, bairros, cidades, ginásios, auditórios, centros comunitários etc.
Essa prática é, na maioria dos casos, uma tática de afirmação política e, se explorarmos bem, verificaremos que se tornou ima insistente mania de cunhar no espaço o nome de alguém com o notório interesse de prolongar sua lembrança, e enaltecer apenas personagens de interesse das classes dominantes.
Já que tais denominações têm o propósito de relembrar, porque então homenagear militares que agrediram a ordem democrática, perseguiram e torturam; empresários que enriqueceram, explorando seus empregados; bandeirante que comprovadamente eram matadores de bugres e ladrões das nossas riquezas minerais; presidentes das nações que sempre nos exploraram. Em nossa cidade, por exemplo, temos uma praça com o nome do presidente Kennedy. Afinal, o que fez esse senhor em favor do nosso país e especialmente de Curitibanos, para merecer uma praça com o seu nome?
Ai surge uma pergunta para aguçar o senso crítico do leitor desta modesta coluna: por que não se homenageiam, trabalhadores em geral, tropeiros, lideres sindicais, professores que despertaram nos alunos à vontade de aprender, artistas, cientistas, médicos não envolvidos na política, jornalistas, radialistas, enfermeiros, curandores, benzedeiras, políticos que eram voltados para o bem comum, pais e mães que souberam cuidar muito bem dos filhos, e outros mais que contribuíram para o progresso da nossa comunidade?
Um dos demônios responsáveis pelos vícios, crimes, prostituição infantil e tudo que é do mal, sem sombra de dúvidas é a falta de auto-estima que assola a população da nossa querida cidade.
O que é auto-estima?
É a opinião e o sentimento que cada pessoa tem por si mesma. É ser capaz de respeitar, confiar e gostar de si.
Quando as pessoas não se valorizam, não se respeitam, com certeza também não valorizam e respeitam os outros. E ai praticar o mal fica bem mais fácil.
Como reverter essa situação trágica?
Dando condições ao cidadão ou cidadã de possuir a sua casa própria, pintando às casas, arrumando às ruas e passeios, construindo banheiros comunitários nos bairros, construindo sanitários e bebedouros no centro, limpando os terrenos baldios, plantando arvores e flores, criando empregos, centros de lazer, promoções esportivas, gincanas, concurso de poesias e crônicas, festivais, festas populares, grupos folclóricos, para resgatar as nossas tradições, escolas de músicas, grupos de teatros, cinema, bailes populares, apresentações dos artistas da terra, passeios nas casas para conversar, um restaurante popular com espaço para as pessoas que vem do interior se acomodar ao meio dia, e principalmente um ótimo atendimento por parte das repartições públicas.
Promover a auto-estima é o principal eixo para qualquer trabalho de desenvolvimento de um município. A auto-estimaé simplesmente o amor pela própria existência, pela própria história, seja ela qual for.
As pessoas com baixa estima atraem para si e para sua cidade uma qualidade de vida ruim e a forma como ela se trata determina como ela vai tratada pelos outros.
E convém relembrar que a auto - estima mantém uma estreita relação com a MOTIVAÇÃO ou o interesse do cidadão ou cidadã.
|
||||
![]() | ||||
![]() | ||||
![]() | ||||
|
||||